junho 16, 2019

El-Badi – uma jóia da arte islâmica

MARROCOS

Entre as ruas estreitas da Medina de Marrakech, um letreiro discreto, e cegonhas que roubam toda atenção das pessoas que passam, indicam que ali está o El-Badi. A fachada e a bilheteria modestas do palácio tornam o impacto ainda maior ao cruzar a porta de entrada. Diante dos olhos, um complexo arquitetônico em ruínas, mas que não deixa dúvida quanto a opulência que apresentava em seu período de auge. O El-Badi foi construído no final do século XVI, entre os anos de 1578 a 1594, pelo sultão saadiano Ahmed al-Mansour Dhahbi, para comemorar a vitória sobre os portugueses na Batalha dos Três Reis. Devido sua grandiosidade e riqueza, o El-Badi era conhecido como 'O Incomparável', e tornou-se um dos principais símbolos do poder do soberano, tanto com seus súditos quanto com os representantes de outros países. Para se ter uma noção de toda sua grandiosidade, apenas a sala de oração possui um teto 3.400 m^2, e os revestimentos de mármore e granito, no período de auge do palácio, equivaliam a uma área de 50 hectares. Todo esse esplendor entrou em decadência no final do XVII, quando o então sultão alauita Moulay Ismail decidiu transferir a capital de Marrakech para Meknes, e saqueou completamente o palácio. Atualmente, o El-Badi é uma imensa área cercada por altos muros vermelhos (a cor símbolo da cidade de Marrakech), que abrigam plantas – especialmente laranjeiras –, ruínas de aposentos e mosaicos, e muita história. Durante todo ano, recebe turistas de várias partes do mundo, e sedia alguns eventos, a exemplo do Festival do Riso de Marrakesh, organizado por Jamel Debbouze. E embora sua construção tenha sido inspirada na Alhambra de Granada, na Espanha, a experiência de visitá-lo é comparada a conhecer o Fórum Romano – em Roma – ou as ruínas da Acrópoles de Atenas

Por: Luzia Cavalcante

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